«Ser menino é um “luxo” de classe»

Joaquim Soeiro Pereira Gomes nasceu em 1909 na aldeia de Gestaçô, concelho de Baião, no seio de uma família de pequenos agricultores do Douro. Em Novembro de 1941 publicou «Esteiros» pela editora Sírius com ilustrações de Álvaro Cunhal. Autor ligado ao neo-realismo português e militante do Partido Comunista Português. Morreu em 1949. [1]

A Dedicatória

O livro por onde leio foi comprado num alfarrabista. Um anterior dono sublinhou e escreveu no livro alguns apontamentos que me fazem imaginar de que se tratava duma professora que teve como tarefa leccionar esta obra. Ela assinou o livro e colocou a data de 1976… [2]

A causa deste post é precisamente um desses sublinhados com uma nota ao lado logo no início do livro. Soeiro Pereira Gomes escreveu:

Para os filhos dos homens que nunca foram meninos escrevi este livro.

Além de sublinhar, escreveu a leitora a seguinte nota:

Dedicatória.
Dedicatório colectivo.
Ser menino é um “luxo” de classe.

[3]

E assim era, ser menino era um “luxo” de classe. Voltará a sê-lo neste país?

__________________________________
[1] Fonte: «Avante!» Nº 1359 – 16.Dezembro.1999.
[2] Anita, Maio de 1976.
[3] Jerónimo de Sousa, no Alta Definição da SIC (emitido em 20-11-2011).

2 pensamentos sobre “«Ser menino é um “luxo” de classe»

    1. Tenho aqui o Engrenagem. Comprei-o juntamente com o Esteiros, e vem também ele com vários sublinhados e notas… Deverá ser o próximo que irei ler. Aceito a oferta.

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