Etiqueta: Crise Sistémica Global

A Matemática, a Ciência… a crise… a Luta de Classes

Podaríamos ficar surpreendidos como encontramos a luta ideológica nos lugares mais singelos. Desta feita, a Matemática, através dum artigo de Jorge Buescu, professor na Faculdade de Ciências, reconhecido divulgador científico.

(Para poder ler o artigo clique em parte 1 e parte 2.)

“Crise: a culpa é da Matemática?”

O título do artigo não engana ao que vem (“Crise: a culpa é da Matemática?”), o autor rejeita neste artigo uma visão moralista do descalabro económico actual, segundo a qual uns malvados agentes financeiros terão ultrapassado os limites de operação segura do sistema apenas com o objectivo de extensão do lucro. De forma acertada, o prof. Buescu aponta tal explicação simplista como uma cortina de fumo de objectivos políticos e sugere em seguida que “a Matemática pode ter desempenhado um papel crucial” na origem da crise financeira e, subsequentemente, no bloqueio da actividade económica produtiva.

Sumariamente, este artigo dá conta de alguns princípios da modelização matemática do risco financeiro envolvido em qualquer operação de troca de dinheiro por… dinheiro. O risco é, assim, alvo de quantificação e toma uma forma bastante intuitiva: o risco de um fundo ou de uma outra instituição financeira mede-se, por exemplo, pela quantidade mínima de dinheiro que na semana seguinte poderá ser perdido com uma probabilidade de 1%. Somas superiores de dinheiro perdido têm, nesta simulação, menor probabilidade de serem perdidas. As medidas tomadas pelos agentes financeiros são, então, no sentido de reduzir o risco associado, por exemplo separando os créditos em produtos financeiros diferentes.

O autor aponta então erros de concepção destes modelos: em geral não é tida em conta a dependência probabilística de acontecimentos (por exemplo, incumprimento de pagamentos), como se o sistema voltasse ao estado inicial a cada avaliação; os modelos são construídos com base em assunções de “normalidade” dos mercados, não sendo capazes de reflectir adequadamente situações “perturbadas” de funcionamento do sistema (como a actual crise). A estas dificuldades ainda se juntaria uma errada aplicação de controlo de risco, uma vez que dados errados acerca do mercado de hipotecas estavam a viciar o modelo matemático.

Sejamos sinceros, este artigo enche-nos de esperança: ao serem tratadas estas incorrecções dos modelos e voltando o sistema financeiro ao que era, poderemos estar mais descansados quanto à estabilidade da nossa economia. E não é verdade que estes empréstimos arriscados eram a forma de proporcionar um maior consumo às famílias e com isso aumentar o seu nível de vida? É esta passividade “cientifizante” face ao fundo político da crise que prentendemos questionar, uma vez que este artigo toma (necessarimente) tanto partido quanto os moralistas que acusam os gananciosos banqueiros.

Reenquadremos isto (um pouco)

Estão a lembrar-se deste livro?

A ciência no seu caminho de criar concepções racionais de interpretação e previsão dos fenómenos naturais, encontra logo de inicio um problema: o Universo é uno, todos os fenómenos estão interconectados entre si. Por motivos práticos, é naturalmente necessário isolar um fenómeno para o poder estudar. É fundamental saber isolar o fenómeno em estudo sem lhe retirar interdependências dominantes. Fácil de compreender isto com um exemplo: para se prever a temperatura em Lisboa amanha, é completamente supérfluo o movimento das placas tectónicas, mas já não o é a humidade no ar.

Não ficamos admirados em notar que esses modelos matemáticos, usados para maximização do lucro por via financeira, cometem logo o erro de isolar os processos para o lucro sem ter em conta que o capital é uma relação social. É a ciência, dada muitas vezes como imparcial na luta de classes, a demonstrar como cega perante os interesses da classe dominante. Perdendo assim a sua função de interpretar e prever os fenómenos para melhorar as condições de vida ao conjunto da humanidade.

É importante relembrar que o avanço das forças produtivas devido às conquistas da ciencia e da técnica só poderão ser um progresso social efectivo, se houver condições políticas para tal, e para isso é necessário alterar o objectivo social dominante.

# Colectivo Leitura Capital

Salários vs Lucros: vira o disco…

Foi – e é – por necessidades sociais que os humanos começaram a trocar mercadorias (M). Outrora trocando-as directamente, surgiu a determinado momento histórico o dinheiro (D) como meio para facilitar a troca entre mercadorias. Surge também a possibilidade de sobressaltos na circulação, que ocorrem quando por algum motivo as pessoas deixam de colocar dinheiro em circulação, são as ditas crises. Entretanto, no capitalismo, o dinheiro deixou de ser um meio para trocas entre mercadorias de valor equivalente, passando elas a ser o meio para a obtenção de mais-dinheiro (D’), sendo agora este a ser o fim. Porque a partir de uma quantidade de dinheiro busca-se obter mais dinheiro – D’ –, tornaram-se as crises inerentes ao capitalismo. De que forma?

Mais-Valia, Taxa de Exploração; Taxa de Lucro; Composição Orgânica do Capital

O Lucro decorre da Mais-Valia (m). Sendo que esta provém da diferença entre o valor produzido por um trabalhador e o salário que lhe é pago. Por outras palavras, é o tempo de trabalho não remunerado. Logo, o lucro vem directamente ou indirectamente do trabalho humano, do trabalhador. Daí, ainda podemos calcular a taxa de exploração (m’), por exemplo, se o valor produzido por um trabalhador durante um ano é de 40000$ e a mais-valia de 20000$, então: [1]Taxa de Exploração

O que interessa ao capitalista é o lucro e a busca por maiores taxas de lucro. Ele precisa de saber se o valor que legalmente rouba aos seus trabalhadores – a mais-valia (m) – é superior ao capital que investe em capital constante (k) e capital variável (v). Sendo o capital constante a maquinaria, matérias-primas… e o capital variável a compra de força de trabalho aos trabalhadores. Logo, matematicamente a taxa de lucro representa-se assim: Taxa de Lucro

Juntando as duas equações, em que m=m’v, obtemos:Taxa de Lucro (incluindo a taxa de exploração)

Ficando claro que a taxa de lucro (l’) é proporcional à taxa de exploração (m’). E além desse pormenor completamente insignificante², vê-se a interdependência entre a taxa de lucro e a composição orgânica do capital, que é a relação entre capital constante (k) e capital variável (v).Composição Organica do Capital

O incessante e impetuoso desenvolvimento técnico, impulsionado pela concorrência entre capitalistas, obriga-os a investirem em maquinaria (capital constante) que lhes permite produzir o mesmo com menos tempo de “trabalho vivo” (capital variável). Portanto, na sua busca pela reprodução de capital, tendem a investir mais em capital constante (k) e menos em capital variável (v), aumentando tendencialmente a composição orgânica do capital (coc) e a taxa de lucro tende a diminuir. O desemprego resulta deste maior investimento em capital constante em prejuízo do capital variável, tornando-se assim também mais difícil aos capitalistas obter a mais-valia.

Os capitalistas para contrariar a tendência para a baixa taxa de lucro tendem a aumentar a taxa de exploração. Simultaneamente, incentivam ao consumo enquanto o poder de compra dos trabalhadores tende a baixar. Esta diminuição poder de compra – que em Portugal conhecemos bem – é um dos motivos para se comprar menos mercadorias. Assim, a tal circulação D-M-D’ abranda e… dão-se as crises.

O capitalismo para “sobreviver” às suas próprias contradições desenvolveu uma enorme financeirização da economia, trocando-se o dinheiro directamente por mais dinheiro e sem passar directamente pela produção. Tal não tem utilidade social e funciona meramente por considerações especulativas. O D-D’ é a espera de que as mercadorias, onde os “pacotes de investimento” se levantam, subam de valor. Mas a valorização dessas mercadorias estão limitadas pela dita economia real – como explicado acima – e o sistema financeiro tem sempre o momento em que cai na realidade…

É certo que o funcionamento da economia não tem esta simplicidade, mas limitamo-nos a referir a base onde toda a dinâmica capitalista – cada vez mais complexa – assenta.

O lado A e B dos singles da música dominante

Esta rápida excursão pela teoria económica marxista não pretende ser um mero exercício de doutrina. Estamos conscientes dos perigos da cristalização dos conceitos e princípios. E antecipamos o juízo taxativo, ou preconceituoso, nos termos do nosso post anterior: “lá estão eles com a k7”. Sendo assim, gostaríamos de passar em revista algumas tendências do discurso dominante, uma vez que reconhecemos nele algumas das características do… vinil.

LADO A

Em primeiro lugar, o defeito do disco riscado. Há que aumentar a competitividade da nossa economia para responder às exigências crescentes da economia num contexto globalizado, repetem-nos exaustivamente. E, lá pelo meio, dizem (e fazem!) o que verdadeiramente lhes interessa: há que aliviar a pressão do Trabalho na actividade económica. E para isto pode contribuir a subtracção do poder de negociação e reivindicação da classe trabalhadora – como foi o caso do Código Laboral do PS – ou, de forma mais palpável, a diminuição dos salários. Em ambas as formas revemos a luta empreendida pela classe dirigente para o aumento da taxa de exploração, como explicitada acima.

E contudo, a coberto da crise, vemos surgir apelos claros para que esta tendência objectiva do Capital seja interiorizada pelos trabalhadores, criando bases subjectivas para que os salários não subam, justificando-se com a defesa do emprego. Apelos que para o a classe assalariada subscreva – uma vez mais: lá está o disco riscado! – os ditames da ordem capitalista.

LADO B

Uma outra característica dos discos de vinil, e em particular dos singles (amontoam-se as analogias políticas sofríveis), é a do lado B dos discos, que correspondia às versões alternativas das músicas do lado A. E muitas vezes apenas para ocupar o espaço de gravação que restava…

Para ir direito ao assunto, nas suas expressões actuais, o lado B defende essencialmente um relifting do neo-liberalismo para um “capitalismo regulado e ético“, como consequência da profunda “crise de valores” a que o “anterior” modelo nos conduziu. Segundo esta versão alternativa da realidade houve uns quantos tipos imorais que ora montavam elaboradas fraudes financeiras, ora executavam empréstimos que deixaram uma série de desgraçados endividados; quando não dispersavam os seus capitais por investimentos que prometiam altos lucros, tantas vezes aproveitando-se excessivamente de offshores que visavam tão só incrementar o desenvolvimento de regiões empobrecidas.²

Nós cá não gostamos de singles

Acontece que a crise não é resultado da falta de ética dos seus intervenientes, mas ocorreu pela confrontação destes intervenientes com os limites de estabilidade do sistema em que actuam. Sistema este da troca D-D’ que, como explicitado acima, tem os seus limites (também) na produção económica.

Contudo, as respostas que os “lados B” encontram para superar as contradições em que a sociedade se encontra passam por defender a continuidade do sistema, puxando o lustro à ética dos especuladores e dos governantes que com eles sempre pactuaram. Como se a moral dominante não fosse um reflexo das condições materiais da sua época…

O discurso destes vinis é que já se encontra gasto! É necessário que as massas trabalhadoras e não monopolistas ganhem consciência dos limites do nosso sistema económico actual, para a tendência real de diminuição das suas condições de vida e de incremento das desigualdades – em particular na presente altura de crise. E é urgente que esta tomada de consciência se efective em acção social e política! Quer nas negociações dos salários e na defesa do emprego com direitos, quer em iniciativas de contestação ao aumento da taxa de exploração. E é isso que nós andamos a fazer.

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Escrito para o Cheira-me a Revolução!
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[1] não se trata do escudo. É uma mera representação para o exemplo.
[2] uso fantástico, por parte dos autores, de um recurso estilístico! ironia/sarcasmo.
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Algumas imagens – e consulta – são mais-valia retirada do blog anonimo sec xxi
consultado ainda Conceitos Fundamentais de O Capital, de Lapidus e Ostrovitiano, Reading Marx’s Capital with David Harvey e Capitalism Hits the Fan: A Marxian View
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# Colectivo Leitura Capital

Capítulo: Dialéctica. Lei da Negação da Negação (2) – em Anti-Dühring

O Sr. Dühring achava a Dialéctica um absurdo, pois lhe era inaceitável que algo pudesse ter compreendido duas características opostas simultaneamente, e que uma delas pudesse resultar na negação da outra. Engels apoiando-se no trabalho desenvolvido por Marx em O Capital resume aquilo que Dühring classificara como «arabescos imaginativos».

Irei transcrever esse resumo, mas porque ele tem em si outros conceitos importantes para o marxismo, aproveitarei para apresentar uma muito breve referência a eles. Para isso coloco um trecho retirado do blog Anónimo do Séc XXI¹ onde se faz referência a esses conceitos: Forças Produtivas, Relações de Produção e Modo de Produção.

FP - Forças Produtivas;
FP - Forças Produtivas; R de P - Relações de Produção

Enquanto as forças produtivas (FP) se desenvolvem incessantemente, as relações de produção (RdeP) definem estádios ou patamares adequados às fases desse desenvolvimento, definindo modos de produção (MdeP), que começam a ser instáveis (a sofrer crises…) quando, face à continuidade do progresso nas forças produtivas, perdem adequabilidade e se criam situações de rotura, que podem ser remediadas, adiadas, que podem mesmo travar o desenvolvimento das FP, mas roturas que, inevitavelmente, virão a concretizar-se por passagem a novo patamar de RdeP e a novo MdeP.

Agora, penso que será muito mais rica a leitura do que se seguirá e, tal como fiz acima, coloco a negrito alguns termos para facilitar a preensão do texto. Passo a transcrever²:

Antes de advir a era capitalista, dominava, pelo menos na Inglaterra, a pequena indústria baseada na propriedade privada do operário sobre os meios de produção. A chamada acumulação primitiva do capital se caracterizou, nestas condições, pela expropriação desses produtores imediatos, isto é, pela abolição da propriedade privada, baseada no trabalho do próprio produtor. Efectivou-se tal coisa porque aquele regime de pequena indústria era compatível somente com as proporções limitadas e primitivas da produção e da sociedade, engendrando, tão logo os meios materiais de produção atingiram um certo grau de progresso, a sua própria destruição. Esta destruição, que consistiu na transformação dos meios individuais e dispersos de produção em meios de produção socialmente concentrados, constitui a pré-história do capital. A partir do momento em que os operários se transformam em proletários, em que as suas condições de trabalho passam a ter a forma de capital, a partir do instante em que o regime capitalista de produção começa a se mover por sua própria conta, a socialização do trabalho e a mudança do sistema de exploração da terra e dos demais meios de produção, e, portanto, a expropriação dos proprietários privados individuais, é preciso, para continuarem progredindo, que seja adoptada uma nova forma.

E continua, mas agora citando Marx directamente:

“Não se trata mais de expropriar o operário que produz por sua própria conta, mas o capitalista explorador de muitos operários. E essa nova expropriação se realiza pelo jogo das leis imanentes da própria produção capitalista, pela concentração dos capitais. Cada capitalista devora muitos outros. E, ao mesmo tempo em que alguns capitalistas expropriam a muitos outros, desenvolve-se, em grau cada vez mais elevado, a forma cooperativa do processo de trabalho, a aplicação técnica e consciente da ciência, sendo a terra cultivada mais metodicamente, os instrumentos de trabalho tendem a alcançar formas que são manejáveis unicamente pelo esforço combinado de muitos, economizam-se os meios da produção em sua totalidade, ao serem aplicados pela colectividade como meios de trabalho social, o mundo inteiro se vê envolvido na rede do mercado mundial, e, com isso, o regime capitalista passa a apresentar um carácter internacional cada vez mais acentuado. E, deste modo, enquanto vai diminuindo progressivamente o número dos magnatas do capital, que usurpam e monopolizam todas as vantagens desse processo de transformação, aumenta no pólo oposto, proporcionalmente, a pobreza, a opressão, a escravização, a degradação e a exploração. Mas, ao mesmo tempo, cresce a revolta da classe operária e esta se torna cada dia mais numerosa, mais disciplinada, mais unida e organizada pelo próprio método capitalista de produção. O monopólio capitalista transforma-se nas grilhetas do regime de produção que com ele e sob as suas normas floresceu. A concentração dos meios de produção e a socialização do trabalho chegam a um ponto em que se tornam incompatíveis com o seu envolto capitalista, e o envolto se desagrega. Soou a hora final da propriedade privada capitalista. Os expropriadores são expropriados.

Acho que se percebe porque hoje (quase) ninguém ouviu falar de Dühring, e pelo contrário, Marx e Engels são uma referência fundamental na nossas vidas.

Em Relação com a Actualidade

Com tudo isto, parece-me pertinente perguntar:

Não será a grave crise económica que vivemos um sintoma de que as relações de produção estão desadequadas às forças produtivas, e é cada vez mais urgente os expropriados se tornem agora nos novos expropriadores, construindo um mais adequado e avançado modo de produção?

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[1] de Sérgio Ribeiro; e trecho transcrito da etiqueta Materialismo Histórico, episódio 14.
[2] transcrição retirada de Capítulo XIII – Negação da Negação.
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Anotações pessoais sobre a Crise Sistémica Global

Era ainda inícios de 2007 quando fui prevenindo as pessoas que me são próximas da aproximação de uma provável grande depressão económica.

Não sendo economista, sendo péssimas as notícias que transmitia, e sendo elas contrárias ao que os média e políticos do sistema diziam, poucos me deram a atenção devida. Para essas pessoas a que preveni de tal situação, não havia evidências de que eu pudesse ter razão, e a vida parecia-lhes correr como de costume.

Injecções de capital pelo BCE de 2000 até Março de 2008

A desinformação em que as pessoas no geral estão foi notória quando desde Fevereiro  fazia referencia à nacionalização no Reino Unido de um grande banco como sinal da crise, quando fazia referencia a enormes injecções de capital no sistema financeiro, e elas nada sabiam. Essa desinformação continua, permanecendo a ocultação das futuras consequências da crise. E a procissão ainda vai no adro.

Agora, que já não dava para ocultar o que “já” é público, e não há dia na media em que não se referencie acontecimentos relacionados com a crise, as nacionalizações (dos prejuízos) e as enormes injecções de capital já não são novidade. As mesmas pessoas que preveni, tomaram consciência que tinha razão, e agora frequentemente perguntam a minha opinião!

Não sou economista. Então como fui capaz de prevenir, os meus próximos, com dados tão certeiros das consequências e timings desta crise? Apenas me informei através de media alternativa, e sobre esta matéria foi de elevado interesse e importância os relatórios publicados em Resistir.info do GEAB.

Sei que a maioria passará à frente dos links acima colocados, mas recomendo que leiam sem falta o mais recente relatório público do GEAB, que transcrevo o início:

O LEAP/E2020 prevê que em Março de 2009 a crise sistémica global venha a experimentar um novo ponto de inflexão de uma importância análoga ao de Setembro de 2008. Nossa equipe considera com efeito que este período do ano de 2009 será caracterizado por uma tomada de consciência geral da existência de três importantes processos desestabilizadores da economia mundial, a saber:

1. A tomada de consciência da longa duração da crise
2. A explosão do desemprego no mundo inteiro
3. O risco do colapso brutal do conjunto dos sistema de pensão por capitalização.

inicio do relatório público do GEAB

Esta crise foi prevista e prevenida, por muito que na media corporativa insistam no contrário!

Para finalizar, caso queiram ter uma visão mais abrangente sobre o assunto, não posso deixar de aconselhar esta excelente reflexão sobre Portugal e a crise, feita por Miguel Urbano Rodrigues: AQUI.