Materialismo Dialéctico: uma introdução (1)

Este é o primeiro de dois posts com o objectivo de ajudar à introdução sobre o Materialismo Dialéctico. Para isso traduzi e adaptei o artigo correspondeste do Wikipédia. Eles serão úteis para melhor compreensão das inserções futuras sobre os capítulos «Quantidade e Qualidade» e «Negação da Negação» de Anti-Düring.

A origem do termo

Materialismo dialéctico foi cunhado em 1887 por Joseph Dietzgen, um socialista curtidor que correspondeu com Marx durante e após o fracasso da Revolução Alemã de 1848. O termo é casualmente mencionado em Frederish Engels de Kautsky, escrito no mesmo ano. Marx falou da “concepção materialista da história”, na qual posteriormente foi referida por Engels como “materialismo histórico” – não “materialismo dialéctico” – em a Dialéctica da Natureza, em 1883. Georgi Plekhanov, o pai do marxismo russo, depois introduziu o termo materialismo dialéctico na literatura marxista. O termo não foi acoplado pelo próprio Marx, e refere-se à combinação dialéctica e materialismo.

Materialismo dialéctico é a filosofia de Karl Marx que formulou ao tomar a dialéctica de Hegel e interliga-lo com o Materialismo de Feuerback, extraindo dai o conceito de progresso a partir do contraditório, interagindo forças chamadas de tese e antítese, culminando a determinado ponto lugar à síntese. Aplicando-a à história do desenvolvimento social, dela emanam essencialmente um conceito revolucionário de mudança social.

Sobre o idealismo dialéctico de Hegel

Materialismo dialéctico é essencialmente caracterizado pela tese de que a história é produto da luta de classes e segue o princípio geral da filosofia da história de Hegel, que é o desenvolvimento da tese em sua antítese, que é negada pela “Aufhebung” – que conserva a tese e antítese o ao mesmo tempo que a abole. (Aufheben – esta contradição explica as dificuldades do pensamento de Hegel).  A dialética hegeliana tem como objectivo explicar o crescimento e o desenvolvimento da história humana. Ele considerou que a Verdade era produto da história e atravessava por vários momentos, incluindo o momento do erro, como erro ou também como negatividade, é parte do desenvolvimento da verdade. O materialismo dialéctico de Marx considera, ao contrário do idealismo de Hegel, que a história não é produto do Espírito (Geist ou também Zeitgeist – o “Espírito do Tempo”), mas efeito material da luta de classes na sociedade. Teoricamente, portanto, tem as suas raízes na materialidade da existência social.

Aspectos do materialismo dialéctico

Materialismo dialéctico provém de dois importantes aspectos da filosofia de Marx. Uma delas é a sua transformação da compreensão idealista da dialética de Hegel em uma materialista, geralmente designado por ele ele como “pondo a dialéctica hegeliana de volta ao bom caminho”. O outro é a ideia nuclear de que “a história de toda sociedade existente até agora é a história das lutas classe” como se afirma no Manifesto Comunista, em 1848.

Marxismo é baseado na convicção científica de que tudo pode ser explicado unicamente pela Matéria. Este qualifica o marxismo como uma filosofia fundamentalmente materialista. De acordo com o materialismo, a matéria é explicação para o espaço, natureza, o homem, consciência psíquica, inteligência humana, sociedade, história e todos os outros aspectos da existência. Marxismo atribui a tarefa de saber toda a verdade para a ciência. Se ciência pode ficar a conhecer tudo sobre a Matéria, então ele pode ficar a conhecer a respeito de tudo. Conclusiva, a matéria é aceite como princípio e fim de toda realidade. A soberania da Matéria em determinar o curso da natureza é uma parte vital do pensamento marxista, e separa materialismo dialéctico do método dialéctico idealista de Hegel.

O próximo post, que concluirá esta introdução, será sobre as Leis da Dialéctica.

Cuba e o bloqueio no contexto da obamização

É possível obter aqui um resumo das posições e referências a Cuba pelo candidato Obama, entretanto eleito para a presidência dos EUA. Algumas escolhas:

I will maintain the embargo. It provides us with the leverage to present the regime with a clear choice: if you take significant steps toward democracy, beginning with the freeing of all political prisoners, we will take steps to begin normalizing relations. [Bem, o bloqueio é responsabilidade dos EUA. Porque não dão o 1º passo?]

My policy toward Cuba will be guided by one word: Libertad. And the road to freedom for all Cubans must begin with justice for Cuba´s political prisoners, the rights of free speech, a free press and freedom of assembly; and it must lead to elections that are free and fair. [Hum, a ingerência é para continuar…]

The United States has a critical interest in seeing Cuba join the roster of stable and economically vibrant democracies in the Western Hemisphere. Such a development would bring us important security and economic benefits, and it would allow for new cooperation on migration, counter-narcotics and other issues. [Esta de Agosto do ano passado, só podia.]

Portanto, quanto à pergunta que por aí se faz

Dili, Nov 7 (Prensa Latina) In a message addressed to US President Elect Barack Obama Timor Leste President Jose Ramos Horta asked him to lift the blockade of Cuba.

HAVANA, Cuba, Nov 1 (acn) The President of the UN General Assembly Miguel D’Escoto, said the US economic, financial and commercial blockade against Cuba must be ended “once and for all,” after a Cuban resolution on the issue was overwhelmingly approved by the assembly for the seventeenth consecutive year. In his concluding remarks after the vote on the resolution, which drew 185 in favor, D’Escoto pointed out that once again the international community had rejected the “illegal and criminal” blockade imposed on Cuba, calling the island nation a “heroic country of unfailing solidarity.”

estamos respondidos.

Entendamo-nos: muito se diz que se ultrapassaram certas barreiras e que há esperança na efectivação duma mudança. Mas neste caso, apesar da nova administração se vir a comprometer com algumas reivindicações justas,

I will grant Cuban Americans unrestricted rights to visit family and send remittances to the island.

ainda não se sabe em que condições é que elas, eventualmente, serão atendidas.

Muito fica por dizer no que diz respeito à vontade de normalizar as relações entre os países, em pé de igualdade, sem abdicar da sua soberania, é o que concluo.

[I] evolução das ideias socialistas

I – Noções gerais

A pena larga de Engels pretende contextualizar o socialismo moderno (expressão que à altura tem um significado que quero retraçar neste blogue, mas que hoje é actual e necessária face aos socialismos que para aí vogam…), ressalvando sempre a relação entre a evolução das ideias e da história.

Assim, refere-se a ascensão da burguesia na revolução francesa de 1891, no plano político sob os auspícios da Razão e no económico – arrastando a sua antítese: o Trabalho. Os interesses das classes trabalhadoras exprimem-se em diferentes épocas e movimentos (Münzer, os Niveladores, Babeuf), progressivamente instituindo-se ideias que Engels apelida de comunistas, que pretendem o reconhecimento da igualdade social e não só a conquista de direitos políticos.

Para Engels, surgem, então, os utopistas (Saint-Simon, Fourier, Owen) que pretendem a emancipação do Homem e julgam representar todas a classes na defesa da justiça universal. A sua importância está no: reconhecimento e influência política que tiveram nas classes trabalhadoras dos século XIX; na similitude que se encontram noutros teóricos socialistas, afastados da realidade nas suas análises. Julgo que é importante reconhecer que a crítica de Engels aos socialistas antecedentes visa a sua superação positiva, isto é, aquelas ideias tiveram o seu papel histórico e devem ser combatidas num quadro social em que se haviam tornado reaccionárias, contudo o socialismo moderno vai buscar as suas diferenças não a um julgamento que se auto-define mais justo mas que se baseia na análise científica da realidade.

(mais…)

Isto tem “andado parado”. Acontece que neste momento: 1 – há importantes textos a ler, ideias a discutir, actividades a planear; 2 – um trabalho que se infiltra nas horas de descanso; 3 – uma janela de oportunidade (condições objectivas e, aos poucos, subjectivas) para realizar acções efectivas de contestação e proposta de alternativa, assim como para a consciencialização das contradições da nossa sociedade.

Liberdade e Necessidade

Foi a curiosidade em saber sobre a relação entre a Liberdade e a Necessidade que me levou a querer ler o Anti-Dürhing. Porquê? O nono capítulo do livro tem como título exactamente «Moral e Direito: liberdade e necessidade»; nada mais apelativo para matar a curiosidade.

No entanto, finalmente chegado o momento de o ler, o capítulo em causa deixou-me um pouco desiludido. Não só ele foi quase completamente dedicado à exposição da filosofia de Dürhing, como a primeira metade debruçava-se sobre direito: um pincel!

Mas nem tudo foi aborrecido, pois Engels não poderia deixar de expôr a relação entre liberdade e a necessidade. O parágrafo em que ele o faz está transcrito abaixo. Dei-me à liberdade de subdividir o parágrafo para facilitar a leitura.

(mais…)

handbook

Manual da Banca – “Tudo o que precisa de saber para se sentir tranquilo”

Trata-se dum manual da Caixa Geral de Depósitos dirigido aos finalistas ou recém-licenciados num curso superior. Indíviduos que, em geral, em breve terão maior interesse para o mercado de dinheiro – daí a estratégia de vendas que é montada pelos bancos, seja no patrocínio das instituições universitárias, dos estudantes que as frequentam e das suas associações.

Neste manual procura-se dar uma ideia dos produtos disponíveis, num estilo de esclarecimento respeituoso, de acordo com o nível do público. Incentivando à aquisição dos produtos mas com responsabilidade e discernimento. Mas num mundo em crise económica, qual a moral que as entidades bancárias podem ter perante um estudante recém-licenciado?

“E agora?” que mercado de trabalho? Um curso superior abre portas (de caixas fortes)? Aprecio a forma equilibrada como os diferentes produtos são apresentados e as questões com que são introduzidas, mesmo que pareça para clientes diferentes: um licenciado em ciências da comunicação poderá considerar seriamente o investimento em fundos? Oh, e um de ciências, mesmo ciências?

A linguagem organizada de acordo com a ideologia: consultem-se as definições de “salário”, “lucro”, “mais-valia”, “preço” no glossário.

Reparo também que não existe nenhum produto de assistência (incentivo?) a criação de empresas. É uma questão de estratégia de vendas? Ou um sintoma da financeirização da economia, na medida em que aquele banco privilegia o investimento em mercados financeiros? E isso funciona?

“Agudizar conflitos: tal e qual” – Joaquim Pessoa

Agudizar conflitos: tal e qual.
Deste modo julgar contradições
fazendo-o de maneira não formal
e sempre tendo em conta as rejeições

do texto que se opõe ao próprio texto
naquilo em que se mostra mais preciso
e assim mais vulnerável. O pretexto
é o sujeito estar tão indeciso

que todas as palavras se revelem
um mapa de água tão polarizada
que até sinais contrários se repelem.

Em física do texto enviesada
um sábio vale o que as palavras valem
e sabe que as palavras valem nada.

A Igualdade

Há muito que iniciei a leitura do livro escolhido, mas fui-me desleixando quanto a publicar aqui algumas considerações acerca do lido. Deixei a responsabilidade do pontapé de saída para o Luiz que iniciou a leitura agora, coincidindo com surgimento da minha vontade em partilhar algumas das palavras de Engels.

Após ter lido já nove dos capítulos dedicados à Filosofia – e aproveito para os indicar:
I – Subdivisão, Apriorismo
II – Esquematização do Universo
III – Filosofia da natureza: O Tempo e o Espaço
IV – Filosofia da natureza: Cosmologia , Física, Química
V – Filosofia da natureza: O Mundo Orgânico
VI – Filosofia da natureza: O Mundo Orgânico (Conclusão)
VII – Moral e Direito: Verdades Eternas
VIII – Moral e Direito: A Igualdade
IX – Moral e Direito: Liberdade e Necessidade -,

confesso que nesta fase já não dedico muito do meu esforço a tentar compreender a “profundidade radical” da filosofia do Sr. Dürhing (é como ele próprio a intitulou!). Deixo tal esforço para a exposição de Engels sobre a sua doutrina e a respectiva refutação das ideias de Dürhing.

Alguma palavras sobre Dürhing…

No inicio deste capitulo Engels resume o método de Dühring desta forma:

Consiste ele em analisar um determinado grupo de objectos do conhecimento, em seus pretendidos elementos simples, aplicando a estes elementos uns tantos axiomas não menos simples, considerados evidentes pelo autor, para, em seguida, operar com os resultados assim obtidos. Do mesmo modo, os problemas encontrados no campo da vida social, “devem ser resolvidos, axiomaticamente, pela comparação com os diversos esquemas simples e fundamentais, exactamente como se se tratasse de simples… esquemas fundamentais das matemáticas”.

Mais sobre o seu método possuidor de uma profundidade radical, será provavelmente exposto em posts dedicados ao capitulo I. Onde Engels explica porque a matemática não é só por si, um método infalível na compreensão do Universo.

Engels ainda desenvolve escrevendo:

Na realidade, não é mais do que um novo rodeio do velho e favorito método ideológico, também chamado apriorístico, que consiste em estabelecer e provar as propriedades de um objecto, não partindo do próprio objecto, mas derivando-as do conceito que dele formamos. A primeira coisa a fazer, é converter o objecto num conceito desse objecto; em segundo lugar, não é preciso mais que inverter a ordem das coisas e medir o objecto pela sua imagem, o conceito.

E este método de tomar Conhecimento com a ajuda de axiomas matemáticos, que para o Sr. é um meio infalível de achar a verdade sobre a realidade que nos rodeia, ele obteria as verdades imutáveis e absolutas também relativamente à história, moral e ao direito.

E é assim que Dürhing, pretende concluir acerca da história, moral e o direito, partindo do conceito de sociedade, e não da realidade em que os homens vivem. Então, usa o seu método para tirar suas conclusões, decompondo a sociedade aos seus dois elementos mais simples: dois homens iguais. Assim, não só condenou a espécie humana à extinção ao se esquecer o género feminino, como ainda fez o primor de encontrar dois homens iguais para a sua análise axiomática!

Agora com Engels, e indo ao que realmente interessa

Agora, paro com o sarcasmo e a exposição dos inconsequentes métodos Dührinianos. Pois o que me impulsionou a escrever foi a brilhante exposição, que Engels fez sobre o desenvolvimento da Igualdade e da Liberdade ao longo de todo o processo histórico. É também uma exposição que apresenta aquilo que comummente chamamos de Materialismo Histórico, com todo o seu raciocínio dinâmico da sociedade.

Não resisto em fazer a citação integral de tal exposição realizada no capitulo oitavo:

(mais…)

kick-off

Cabe-me a mim abrir, pelos vistos. Não pretendo definir os moldes da discussão nem descambar em propaganda. Talvez não me fique pelas certezas.

No seu prefácio de 1878, Engels justifica este livro com a disputa com Duhring, dada a crescente influência deste nas fileiras socialistas alemãs – contextualizando com a então recente unificação do Partido Social-Democrata (ver post posterior sobre o livro “Crítica do Programa de Gotha”?) e os perigos de dissenção interna. Contudo, no prefácio de 1894, altura em que o estrépito de “latão” de Duhring se abafara, reconhece-se que “a crítica negativa tornou-se positiva”, ou seja, ultrapassada a polémica, ficara a necessidade de divulgar as ideias do marxismo. Isto na sequência da publicação do “Capital” e das movimentações proletárias na Europa e mundo fora… (quantos futuros posts?)

Um aspecto interessante a considerar na crítica a Duhring: Engels reconhece ter seguido o seu adversário por áreas do conhecimento onde se considera um mero diletante. Atendendo 1) à profundidade da diletância de um homem que conheceu a vida revolucionária e o crivo da academia alemã, 2) efervescência científica no último quartel do séc. XIX, prenúncio de grandes mudanças, num cenário de ainda (?) fraca divisão dos saberes, que correcções poderemos nós (eu?) trazer? E serão essas correcções uma crítica efectiva ao marxismo? Na minha opinião, não – mas vamos percorrer o caminho.

Aliás, é Engels que reconhece a insuficiência científica da sua exposição quando refere no prefácio de 1894 novos dados e descobertas das ciências naturais (vide “A Origem da Família, do Estado e da Propriedade Privada” e “Dialéctica da Natureza” para uma actualização científica?). Assim, quando clama que o método dialéctico, vertido de Hegel, preside ao “conjunto da natureza” de que não conhece o “pormenor”, estaremos na presença dum embuste?

Não bato de novo na tecla da divisão do saber (fica para outra), mas penso que é a vitória sobre o obscurantismo promovido pelo furioso progresso das ciências e da técnica que confirma a tese de Engels. A saber: o incessante acumular de conhecimento, pondo em causa as concepções anteriores, revolucionando-se, é uma expressão prática da dialéctica pelo questionar (empírico) das “oposições e delimitações” da ciência anterior. Engels aponta imediatamente como factos experimentais a mudança de estado das substâncias (que se passara a entender como um contínuo de fases); a teoria cinética dos gases (com a relação entre a energia do gás e o movimento das moléculas); o conceito de transformação da energia (como essencial na compreensão da lei da sua conservação); a teoria da evolução biológica (ultrapassando a anterior rigidez das classificações). Entender que a natureza é composta de contrários e diferenças em permanente mutação e que têm apenas um valor relativo, leva-nos a reconhecer que a abordagem correcta da realidade, a que traduz o seu carácter, é a concepção dialéctica – e consciente das leis pensamento dialéctico.

É daqui que parto. E o meu dia a dia até parece corroborar esta perspectiva.

Marx para principiantes

O grupo deste blog escolheu o Anti-Dühring para ler, mas claro que nunca estaremos limitados à leitura de uma só obra, e individualmente acabamos por nos perder por outros livros ou artigos pela net ou imprensa fora.

Ora, nestes dias enquanto era montado o blog, li um livro de Rius chamado: Marx para principiantes. Rius com este livro propôs-se a resumir, com enorme humor, a teoria de Marx em banda desenhada: “um sacrilégio”.

O livro começa por resumir o percurso de vida de Marx, faz de seguida um resumo da história da filosofia, e termina expondo o essencial da teoria de Marx.

E é mais ou menos assim que Rius nos conta a historia da vida do Carlos:

Quem foi Karl Marx?

Carlos Marx foi um filósofo judeu-alemão que viveu entre 1818 e 1883. É acusado de ser o “inventor” do Comunismo: portanto, o anti-cristo!.

O velho cabeludo tinha montes de interesse, não fosse ele ter algo a dizer a toda a gente: não houve qualquer mudança importante nos últimos cem anos que não devesse alguma coisa à influência do camarada Carlos…

Economia, literatura, viagens espaciais, artes, história, relações humanas, o Vaticano, os sindicatos, revoluções mudanças sociais, educação, medicina, indústria, agricultura, jornalismo… em toda a parte encontramos um ou dois cabelos de Karl Marx. Afinal, cabelo não lhe faltava.

A sua influencia é tal, que hoje divide-se a opinião sobre ele: ou se adora, ou se odeia. Sim, ainda hoje há quem queira manda-lo para a cova. (mais…)

Livro escolhido

Anti-Dühring” do Engels.

Engels, 1977
Engels, 1977

Trata-se duma obra de crítica, na qual Engels procura explanar a perspectiva marxista sobre o mundo, de forma integral. Um trabalho que exaustivo, mas que a prosa de Engels torna bastante leve e agradável (com Marx as coisas são sempre detalhadas de forma a evitar o erro – digo eu).

Mais do que tomar em atenção a refutação das teorias oportunistas do professor Dühring, eu procurarei pôr em relevo a substância e a extensão das teses marxistas, testando a sua actualidade. E sempre que possível, tentarei descortinar intertextualidades com outros autores e correntes.