Teoria e Prática – uma relação dialéctica

Não há movimento revolucionário sem teoria revolucionária¹. A teoria esclarece e orienta a actividade prática. Mas a teoria enriquece-se com os ensinamentos da prática, afere-se na prática e, quando separada da prática, torna-se estéril, vazia e inútil. Por isso, ao discutirem-se concepções acerca da situação política, dos objectivos da luta, do processo revolucionário, tem-se em vista a definição correcta das tarefas que se colocam às forças revolucionárias e a sua realização. Conforme com uma indicação célebre², o problema que se coloca aos comunistas não é apenas o de explicar e interpretar o mundo, mas o de transformá-lo.

Álvaro Cunhal, in «O Radicalismo Pequeno-Burguês de Fachada Socialista»³, 1970.

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[1] Referência a frase de Lénine escrita, salvo erro, em «Que fazer?»;
[2] A indicação célebre é referência à última das Teses sobre Feuerbach (1845) de Karl Marx;
[3] Citação retirada da 4º edição, página 17.

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