Onde estamos?

Dia 29? O que é que se vai passar?

Em vez de especular, nada como ir à fonte: Resolução do Plenário Nacional de Sindicatos da CGTP-IN

O que está em causa são os aumentos de impostos e o roubo dos salários, tendo em vista pagar um endividamento público pelo qual os trabalhadores não devem ser responsabilizados!

Cada vez é mais evidente que não temos uma efectiva governação política do país, mas sim a gestão Sócrates/Passos Coelho subordinada às orientações e decisões dos especuladores financeiros (os primeiros responsáveis da crise) e aos interesses do grande capital, cumprindo as políticas neoliberais dos mandantes da União Europeia.

Quem criou esta situação? Epah, os mesmos que lhe querem agora dar resposta!

E que resposta é essa? Uma gestão a curto-prazo, que não enfrenta os défices estruturais do nosso país!

Este pacote não pode ser visto isoladamente pois as suas medidas gravosas acrescem às que estão inscritas no OE e no PEC aprovado em Março.

Este pacote e esta crise têm uma história – e longa, apesar dos actores e dos papéis pouco mudarem. Mas já agora, se o OE já passou, tanto as suas alterações como as medidas concretas do PEC terão de ir a votação. E é a pressão que conseguirmos agora fazer que vai determinar a brandura da vergastada.

É falsa a afirmação do Governo de que os sacrifícios exigidos à população são repartidos de uma “forma justa”. Sustenta essa afirmação no facto de o pacote também incluir algum aumento do IRC para as grandes empresas e a banca, o aumento da taxa liberatória do IRS aplicável a depósitos a prazo e a dividendos, pequenos cortes salariais a políticos, gestores e líderes de entidades reguladoras. Porém, algumas destas medidas são simbólicas como reconheceu expressamente o Primeiro-Ministro em relação a estes cortes salariais e outras, como no caso da tributação das mais-valias, que têm efeitos limitados pelo facto de deixarem de fora as sociedades gestoras de participações sociais e os fundos de investimento. Quanto ao aumento do imposto sobre os lucros, o seu impacto será também reduzido, designadamente, pelo facto de apenas abranger as empresas com lucros tributáveis superiores a 2 milhões de euros.

Procurámos no nosso post no “Cheira-me a Revolução” frisar a injusta distribuição de sacrifícios. É notoriamente proto-fascista o discurso dos dirigentes políticos (do Cavaco ao Sócrates, do Passos Coelho ao João Galamba), que se conluiam pelo “Bem da Nação”. E o silêncio de alguns (anónimos ou não), fica-lhes muito mal, neste momento…

A preocupação não é a adopção de políticas económicas que criem emprego nem a melhoria da cobertura dos desempregados pela protecção social nem o combate às desigualdades e á pobreza. As prioridades do Primeiro-Ministro e do líder do PSD centram-se em servir os interesses do grande capital internacional e nacional e na manutenção no poder (político e económico) daqueles que há décadas nos desgovernam e cada vez mais nos exploram.

Que governação é esta que abandona o primeiro e mais grave problema da sociedade portuguesa? Onde está o tão propalado interesse nacional?

É necessária uma resposta firme agora. Senão, é apertar o cinto até já não haver furos…

Dia 29 estaremos lá!

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