1º de Maio em Lisboa

O Carvalho da Silva fez hoje um discurso muito equilibrado sobre a situação de crise a resposta necessária dos trabalhadores. Apontou que o compromisso dos governos não é com a nossa classe, mas é com os mercados, com o capital: o socorro prestado pelos governos no ano passado levou as economias menos desenvolvidas à recessão; ora agora os Estados endividar-se-ão junto das entidades bancárias, que ganharão assim duas vezes!

Não posso deixar de comparar com o que ouvi do Proença de Carvalho da UGT: segundo ele o PEC é necessário, mas justo seria que o capital participasse também nos sacrifícios e não se cortassem as prestações sociais.

  1. A resposta a esta situação de crise tem de ser integral. É preciso uma política nacional que possibilite o desenvolvimento da nossa economia e que faça chegar os benefícios a toda a população.
  2. A resposta tem de ser maciça. Apenas com a participação o mais ampla possível dos trabalhadores e restantes classes exploradas poderemos alterar a relação de forças em nosso favor.

Não há propriamente novidades aqui, nem neste 1º de Maio, dirão. Mas há consciência política e confiança na acção decisiva “do Trabalho contra o Capital”!

Desregulamentação de horários
Desregulamentação de horários

Já agora, uma nota solidária para com a greve promovida pelo CESP para que os estabelecimentos comerciais não estivessem abertos durante o dia 1º de Maio.

2 pensamentos sobre “1º de Maio em Lisboa

  1. 1° de Maio Dia do Trabalhador,
    1° de Maio de tanto trabalho negado
    1° de Maio de sangue e de suor
    pelo pão sempre contado
    1° de Maio de Alentejos de searas
    Marinhas Grandes de batalhas contra os párias
    desse Maio que vai de Norte a Sul
    nesse negrume que cobre o céu azul

    1° de Maio de ceifeiras, pescadores
    dos operários de cansaço e dissabores
    1°de Maio Para o povo português
    que se desperta vai ser Maio todo o mês
    1° de Maio quando a mesa do ricaço
    ostenta o luxo que é fruto do teu cansaço
    1° de Maio que renasce cada ano
    entre promessas e mentiras e engano

    1° de Maio é tempo de despertar
    o pão que é teu e que falta amadurar
    1° de Maio de colheitas por fazer
    do teu suor que não para de correr

    Outros festejam entre risos, rendas vinho
    faltas herdadas desde há muito em teu caminho
    hoje é o dia de te ergueres contra a desgraça
    que é bem maior do que o medo e a ameaça
    Hoje é o Maio de sangue de Catarina
    de ondas de sal que inundaram a campina
    e desse mar de labutas luto e dores
    triste quinhão da vida dos pescadores

    Hoje é o Maio dos artistas operários
    que erguem o mundo contra ventos que contrários
    levam as casas e lhes deixam por abrigo
    casas ao vento onde o mês é inimigo
    de longos dias a contar o mês sem fim
    enquanto ricos vivem sempre no festim!

    Pois se hoje é Maio vamos todos despertar
    todos nós temos o direito de sonhar
    porque o trabalho foi regado com suor
    juntos, fraternos renegamos o agressor

    Marília Gonçalves

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