DÜHRING, Eugen (1833-1921); em «Os Princípios Elementares da Filosofia»

Uma famosa obra de divulgação da filosofia, escrito a partir das aulas de Georges Politzer por um dos seus alunos na Universidade Operária de Paris, foi recentemente disponibilizada no site da Organização Regional de Lisboa do PCP: Os Princípios Elementares da Filosofia.

Visto que, aqui no blog ainda nos debruçamos  no livro Anti-Dühring, fui procurar o que diz em Os Princípios Elementares da Filosofia sobre o Sr. Dühring. No final, no índice dos nomes citados, diz:

DÜHRING, Eugen (1833-1921). – Filósofo e economista alemão, algum tempo encarregado do curso de filosofia e economia política na Universidade de Berlim. Cegando completamente pouco depois, viveu, até à morte, como escritor, primeiro, em Berlim, mais tarde, em Nowawes. O representante mais considerável de um socialismo burguês, que via nos «esforços naturais do espírito individual» o fundamento da ordem social, pregava a teoria da parte crescente dos operários no produto social, e esperava da conciliação dos antagonismos de classe a salvação do futuro; considerava-se um reformador da humanidade. Perante numerosos auditórios, fez conferências sobre os mais diversos assuntos, mas depressa foi privado da sua cátedra, em consequência dos seus vivos ataques públicos contra professores de Berlim. Entre 1870 e 1880, teve um grande número de partidários na social-democracia. Desenvolveu, em numerosas obras, um sistema particular sócio-filosófico, que se construirá com o auxilio de várias «verdades de última instância», absolutas, que julgava ter descoberto. Era um adversário do cristianismo e um anti-semita ardente. Prestou, indirectamente, e contra sua vontade, um grande serviço ao comunismo científico; os seus ataques apaixonados contra Marx e Lassalle e a sua «filosofia da realidade», sinal da mania das grandezas, provocaram, com efeito, a réplica do famoso panfleto clássico de Engels: «O sr. Eugen Dühring perturba a ciência» («Anti-Dúhring»), obra que depressa se tornou o guia filosófico da nova geração operária revolucionária. Nela, Engels desmontava, impiedosamente, todo o sistema de vilezas de Duhring, fazendo, pela primeira vez, com mão de mestre, uma exposição completa e clara do materialismo dialéctico. (Ver «Anti–Duhring», de F. Engels, Edições sociais.)

É possivel que no futuro voltemos a este livro. Por agora, assim que houver disponibilidade, seguiremos com o que falta de Anti-Dühring.

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