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Arquivo de Junho, 2009

Publicado por Luiz Esteves em 30 Junho, 2009

Pedimos a todos os blogues que se unam à solidariedade com o povo hondurenho e que ajudem a romper o bloqueio informativo sobre o que se passa naquele país. Publiquemos este comunicado e divulguemo-lo entre os blogues amigos. Alerta que caminha a espada de Bolívar pela América Latina!

Este blogue condena o golpe de Estado nas Honduras e solidariza-se com o povo hondurenho e com o legitimo presidente Manuel Zelaya. Nesta madrugada, um grupo de militares golpistas invadiu a Casa Presidencial e sequestraram o presidente daquele país. A ministra hondurenha dos Negócios Estrangeiros e os embaixadores de Cuba, da Venezuela e da Nicarágua foram sequestrados à margem da convenção internacional que protege e dá imunidade aos diplomatas. Os militares ocuparam as ruas e avenidas das Honduras. Ocuparam os meios de comunicação social e cortaram a distribuição de electricidade.

Esta foi a resposta da oligarquia à vontade do governo de convocar uma consulta popular para abrir uma Assembleia Constituinte que tomasse o povo hondurenho como protagonista da sua própria história. Manuel Zelaya pagou o preço de ter decidido seguir o caminho de uma verdadeira democracia. O golpe de Estado é tão ilegítimo que a Organização dos Estados Americanos e a União Europeia já condenaram aquela acção. Manuel Zelaya foi eleito pelo povo hondurenho em 2005 e o seu mandato termina no próximo ano.

Todos recordamos o golpe de Estado contra Salvador Allende e o povo chileno. Os militares liderados por Pinochet e pela CIA afogaram o Chile em sangue. Todos recordamos o golpe de Estado executado pela oligarquia venezuelana com o apoio do imperialismo contra Hugo Chávez e o processo bolivariano. Foi derrotado pela acção do povo venezuelano. E esse exemplo ecoou por todos os países da América Latina que nestes últimos dez anos decidiram segui-lo.

Portanto:

1. Exigimos o respeito pelo mandato do presidente Manuel Zelaya
2. Respeito pela vida e liberdade do governo, de todos os seus apoiantes e dos diplomatas
3. Respeito pela decisão de abrir um processo de consulta popular para constituir um referendo para constituir uma Assembleia Constituinte
4. Um apelo a que os militares estejam do lado do povo, do governo por ele eleito e não do lado da oligarquia e do imperialismo
5. Um apelo à unidade latino-americana em torno de processos democráticas que tenham os povos no centro do poder
6. Que o governo português condene de forma clara o golpe de Estado
7. Que a comunicação social portuguesa apresente as informações sobre os acontecimentos nas Honduras de uma forma objectiva

Via Rádio Moscovo

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DÜHRING, Eugen (1833-1921); em «Os Princípios Elementares da Filosofia»

Publicado por Bruno em 28 Junho, 2009

Uma famosa obra de divulgação da filosofia, escrito a partir das aulas de Georges Politzer por um dos seus alunos na Universidade Operária de Paris, foi recentemente disponibilizada no site da Organização Regional de Lisboa do PCP: Os Princípios Elementares da Filosofia.

Visto que, aqui no blog ainda nos debruçamos  no livro Anti-Dühring, fui procurar o que diz em Os Princípios Elementares da Filosofia sobre o Sr. Dühring. No final, no índice dos nomes citados, diz:

DÜHRING, Eugen (1833-1921). – Filósofo e economista alemão, algum tempo encarregado do curso de filosofia e economia política na Universidade de Berlim. Cegando completamente pouco depois, viveu, até à morte, como escritor, primeiro, em Berlim, mais tarde, em Nowawes. O representante mais considerável de um socialismo burguês, que via nos «esforços naturais do espírito individual» o fundamento da ordem social, pregava a teoria da parte crescente dos operários no produto social, e esperava da conciliação dos antagonismos de classe a salvação do futuro; considerava-se um reformador da humanidade. Perante numerosos auditórios, fez conferências sobre os mais diversos assuntos, mas depressa foi privado da sua cátedra, em consequência dos seus vivos ataques públicos contra professores de Berlim. Entre 1870 e 1880, teve um grande número de partidários na social-democracia. Desenvolveu, em numerosas obras, um sistema particular sócio-filosófico, que se construirá com o auxilio de várias «verdades de última instância», absolutas, que julgava ter descoberto. Era um adversário do cristianismo e um anti-semita ardente. Prestou, indirectamente, e contra sua vontade, um grande serviço ao comunismo científico; os seus ataques apaixonados contra Marx e Lassalle e a sua «filosofia da realidade», sinal da mania das grandezas, provocaram, com efeito, a réplica do famoso panfleto clássico de Engels: «O sr. Eugen Dühring perturba a ciência» («Anti-Dúhring»), obra que depressa se tornou o guia filosófico da nova geração operária revolucionária. Nela, Engels desmontava, impiedosamente, todo o sistema de vilezas de Duhring, fazendo, pela primeira vez, com mão de mestre, uma exposição completa e clara do materialismo dialéctico. (Ver «Anti–Duhring», de F. Engels, Edições sociais.)

É possivel que no futuro voltemos a este livro. Por agora, assim que houver disponibilidade, seguiremos com o que falta de Anti-Dühring.

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